sábado, 27 de setembro de 2014

A ESCOLA PERCEBIDA COMO ESPAÇO DE INTERAÇÃO SOCIAL E DE CONTRIBUIÇÃO PARA O ENSINO APRENDIZADO


Há tempos percebemos (professores, pedagogos, diretores de escolas...) que a complexidade dos conhecimentos administrados nas escolas (a partir dos currículos rígidos) apresentados pelas secretarias de educação, pensados de forma extemporâneos á realidade da comunidade escolar e ratificado pelo corpo de orientação pedagógica das escolas, sobretudo publicas da rede de ensino brasileira, está na pauta da discussão de vários estudiosos acerca de como ensinar e o que ensinar nas escolas (currículo).
Ou seja, “há a vida fora da escola e a vida dentro da escola” e com isso é que os professores devem dialogar com os seus métodos de ensinar aprendendo, vez que os sujeitos do ensino aprendizado (alunos) trazem para este convívio social suas contribuições culturais e sistêmicas das próprias relações sociais fora e dentro da escola.
Em seu trabalho A contestação escondida: as criticas de jovens à escola atual (Duarte, 2005). A partir dos estudos de caso sobre dois grupos de jovens que obtiveram sucesso nos seus estudos de ensino médio, mas á custa do sucesso existencial (...) relata o papel equivocado da escola atual de Portugal, o que não se diferencia do Brasil.
Diante de tais estudos pode-se perceber o quanto a escola contemporânea tem disseminado nos sujeitos do ensino aprendizado, ou seja, uma relutância em sua permanência nos “bancos” da escola, ao que Paulo Freire se referia como “educação bancaria”. Os alunos não são ouvidos e quando se expressam são tolhidos por seus professores que se vêem como donos da verdade absoluta, detentores do saber real.
Contudo, na tentativa de se trabalhar a partir da interdisciplinaridade a escola brasileira tem apresentado alguns programas com essa vertente, mas os professores e/ou assistentes de sala..., não dispõem de preparação e acumulo epistemológico para esta finalidade, tampouco as suas praticas dialogam com o que estão sendo colocadas a publico para o dialogo com os educandos.
 A importância do dialogo entre os sujeitos (aluno e professor) é imprescindível para a obtenção de uma relação de respeitos no ensino aprendizagem, o que não quer dizer que haverá passividade de alguma das partes, pelo contrario, a contradição deve fazer parte deste processo. Haja vista estar se tratando de sujeitos políticos e construtores do saber. “É que a democracia, como qualquer sonho, não se faz com palavras desencarnadas, mas com reflexão e pratica”. Paulo Freire (1997).

Referencias:
Duarte, José B. A contestação escondida: as criticas de jovens à escola actual – São Paulo: Cortez, 2005.

Moacir Gadotti e José E. Romão (orgs.) – 6.ed.- São Paulo: Cortez: Instituto Paulo Freire, 2004.

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