Há
tempos percebemos (professores, pedagogos, diretores de escolas...) que a
complexidade dos conhecimentos administrados nas escolas (a partir dos currículos
rígidos) apresentados pelas secretarias de educação, pensados de forma extemporâneos
á realidade da comunidade escolar e ratificado pelo corpo de orientação pedagógica
das escolas, sobretudo publicas da rede de ensino brasileira, está na pauta da discussão
de vários estudiosos acerca de como ensinar e o que ensinar nas escolas
(currículo).
Ou
seja, “há a vida fora da escola e a vida dentro da escola” e com isso é que os
professores devem dialogar com os seus métodos de ensinar aprendendo, vez que
os sujeitos do ensino aprendizado (alunos) trazem para este convívio social
suas contribuições culturais e sistêmicas das próprias relações sociais fora e
dentro da escola.
Em
seu trabalho A contestação escondida: as criticas de jovens à escola atual (Duarte,
2005). A partir dos estudos de caso sobre dois grupos de jovens que obtiveram
sucesso nos seus estudos de ensino médio, mas á custa do sucesso existencial
(...) relata o papel equivocado da escola atual de Portugal, o que não se
diferencia do Brasil.
Diante
de tais estudos pode-se perceber o quanto a escola contemporânea tem
disseminado nos sujeitos do ensino aprendizado, ou seja, uma relutância em sua permanência
nos “bancos” da escola, ao que Paulo Freire se referia como “educação bancaria”.
Os alunos não são ouvidos e quando se expressam são tolhidos por seus professores
que se vêem como donos da verdade absoluta, detentores do saber real.
Contudo,
na tentativa de se trabalhar a partir da interdisciplinaridade a escola
brasileira tem apresentado alguns programas com essa vertente, mas os
professores e/ou assistentes de sala..., não dispõem de preparação e acumulo epistemológico
para esta finalidade, tampouco as suas praticas dialogam com o que estão sendo
colocadas a publico para o dialogo com os educandos.
A importância do dialogo entre os sujeitos
(aluno e professor) é imprescindível para a obtenção de uma relação de
respeitos no ensino aprendizagem, o que não quer dizer que haverá passividade
de alguma das partes, pelo contrario, a contradição deve fazer parte deste
processo. Haja vista estar se tratando de sujeitos políticos e construtores do
saber. “É que a democracia, como qualquer
sonho, não se faz com palavras desencarnadas, mas com reflexão e pratica”.
Paulo Freire (1997).
Referencias:
Duarte, José B. A contestação escondida:
as criticas de jovens à escola actual – São Paulo: Cortez, 2005.
Moacir Gadotti e José E. Romão (orgs.) –
6.ed.- São Paulo: Cortez: Instituto Paulo Freire, 2004.
Nenhum comentário:
Postar um comentário