segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

DEMOCRACIA NÃO COMBINA COM GOLPE (IMPEACHMENT)


DEMOCRACIA NÃO COMBINA COM GOLPE (IMPEACHMENT)

Praticar a democracia no Brasil é agir imediatamente contra a manobra golpista utilizada pela direita política brasileira (PMDB, PSDB, DEM...etc.,). Se em São Paulo utilizam da força em vez do dialogo, na Câmara dos deputados capitaneados por Eduardo Cunha almejam derrubar (através do impeachment) um governo eleito democraticamente eleito pelo povo.

Para consolidar o golpe há outra manobra na comissão que tenta abrir o processo de investigação (operação lava jato) contra o presidente da Câmara federal. Neste diapasão a mídia brasileira (Rede Globo) age como se a política local fosse alvo de piada, cenas de novela, “pizza” ou coisa que desmoralize a política. Somente o povo poderá mudar o curso desta historia. Não ao golpe.  

Debandada. Essa é a estratégia utilizada por políticos covardes integrantes de partidos (PMDB) oportunista, neste caso o Michel Teme e o ministro Padilha, deram mostra mais do que suficiente, da forma que estão manipulando a política nacional partidária e financeira do país.

Emissoras como a Rede Globo interagem cinicamente, ajudando o "golpe" e aqueles que o defendem a encontrar o seu lugar ao sol, contudo não contavam com a mobilização do povo brasileiro, a grande massa, que sabendo o que foi o período de governos ditatoriais e fascistas, não ficarão inertes.


"Não vai ter Golpe"!!!!!!!!



Por: Antonio Cláudio dos Santos Silva

sábado, 10 de outubro de 2015


O TRATAMENTO DISPENSADO AOS MARGINALIZADOS COMO FORMA DE DISSEMINAR O ÓDIO

As palavras proferidas esta semana pelo então Srº. Deputado Federal Bolsonaro dizendo que 'marginal só respeita o que teme', ao defender que PM 'mate mais'. Chegam a beirar o absurdo, diante do crescimento avassalador da violência, de uma Policia Militar despreparada, desorganizada e que não consegue dialogar com a sociedade em geral e que até mesmo a percebe como principal inimiga, seja pela condição econômica, seja pela condição social. A partir da análise dos mais diversos conflitos do mundo contemporâneo, deparamo-nos com declarações como estas, que em nada ajudam a resolver o problema.
Discurso que na prática representam as apostas que se faz na ignorância do povo que aplaude e abraça tal manifestação. A pretensão aí seria galgar a Presidência da República, na falta de projetos contundentes que possam dar norte no sentido da melhoria da política educacional, econômica... dentre outros pontos. A disseminação do ódio tem sido a saída.
Se não abdicarmos de fazer uma verificação etimológica da palavra “marginal” (a palavra descreve aquele que trilha pelos arredores do que a sociedade constituída aceita como Legal). Passaria – mos, também a perceber a marginalidade somente na ótica da prática do crime. Não obstante os filhos dos negros, pobres e desvalidos deste país estarão todos à margem do que preceitua a Carta Magna. Ou em que condições estão aqueles que moram/residem nas favelas, nos Guetos, aqueles que estariam fora das escolas e quando não, o dinheiro da merenda foi desviado, roubado pelos políticos (colega de partido, talvez sim talvez não...) deste mesmo deputado que roga pela morte destes supostos marginais?
Ademais, em sua grande maioria estes mesmos policiais são advindos das comunidades de baixa renda onde falta saneamento básico, saídos das favelas para ocuparem postos de neo-capitães do mato, porque justamente sabem aonde nos escondemos à hora que o Estado se faz presente, ou seja, quando a repressão chega. Reconhecem, efetivamente a pobreza, a palidez da fome, da dureza do descaso e quando alcançam as ruas levando tudo isso como se a culpa do sistema fosse uma extensão do crescimento da população de baixa renda, pois a mãe da periferia, que mais uma vez deu à luz... (na visão do Estado representado pela PM) será o “avião” do tráfico de drogas mais um a entrar para as estatísticas, crescendo os números frios da morte.
São os mesmos marginais que após os programas do governo eleito pela Democracia, pela vontade do povo brasileiro, conseguiu de alguma forma abrir acesso aos bens de consumo, acesso às universidades, efetivou programas, como Mais Médicos dentre outros...  
O que se espera de uma pessoa que ocupa um dos cargos mais importantes deste país não é o desprezo pelas pessoas, pela vida (...) estejam elas em que condição for. O seu ódio particular (pelo nordestino, dos trabalhadores, pelos que lutaram contra a ditadura) não pode exacerbar ao ponto de espalhar seu ódio, envolvendo a vida das pessoas, de colocar em xeque a segurança de profissionais da área da segurança pública, que vem pagando com a própria vida o crescimento desmedido do capital, que como proposta provoca o acirramento entre estes e a sociedade brasileira.
Se for verdade que policia é para prender bandido, o presidente da Câmara dos deputados, por exemplo, seria outro ator na representação da política nacional e dos brasileiros.
­­­­­­­­­­­­­_______________________________
*Antonio Claudio dos santos Silva é Graduando no curso de Pedagogia na Universidade Federal da Bahia e dirigente sindical CUTista. 


domingo, 27 de setembro de 2015

O PROBLEMA DA CRISE POLÍTICO-ECONÔMICA BRASILEIRA E A BENEVOLÊNCIA DA OPOSIÇÃO


O PROBLEMA DA CRISE POLÍTICO-ECONÔMICA BRASILEIRA E A BENEVOLÊNCIA DA OPOSIÇÃO

Um dos dramas do povo brasileiro é essa incapacidade de dar o passo decisivo nos grandes momentos históricos. Ao separar-se o Brasil de Portugal classes dominantes também cuidaram do afastamento do o povo da luta..., em duras repressões, e por isso perdeu-se a oportunidade de liquidar o escravismo. Perderíamos neste diapasão duas oportunidades de modernizar a economia brasileira: a primeira em 13 de maio de 1988, a segunda em 15 de novembro de 1889, quando não se promoveu uma justa distribuição das terras e mantendo o controle absoluto dos latifundiários.
Historicamente, o país sempre passou por turbulências que necessitaram da intervenção das forças patriotas (militares) contra o povo. A velha forma de manter a “ordem” sistêmica interna, uma ora enquadrando a sociedade, (sobretudo a maioria pobre), nos arcabouços econômicos engendrados pelos detentores do poder, da concentração de terras pelos latifundiários, escravistas e monárquicos, outro pela utilização das mídias, que inculca no povo a aceitar como necessária a intervenção massiva das políticas neoliberais, o que gerou a intervenção dos militares em 64.
O Brasil analisado antes e posterior ao governo eleito em 2003/2011 reflete duas realidades distintas, tanto política quanto do ponto de vista da economia, o acesso aos bens de consumo que neste período deixa (comparado aos períodos anteriores) de ser uma concessão e passa a atender ao quanto previsto na Constituição Federal do país, se não no todo, pelo menos em parte, passando a classe trabalhadora a perceber várias mudanças, sobretudo no que tange ao alcance da renda percapta a partir de programas sociais, com vistas a distribuir renda dando acesso a itens básicos de a alimentação, bem como o acesso a aquisição de automóveis, passagens aéreas (...) etc, o que deixou a classe dominante polvorosa.
A incapacidade do povo brasileiro em realizar certas avaliações diante do conjunto de agitações, levadas a cabo pelas manobras de uma oposição que durante muito tempo (des) mandou efetivamente na política do Brasil, inclusive de forma hereditária, diga-se de passagem, tem se mostrado o principal problema no entendimento do jogo jogado pelos políticos profissional da velha guarda que representam o grande capital privado e liberal, são os mesmos que querem instituir de uma vez por todas a terceirização como política de racionalização de investimento, instituir retirada de direitos dentre outras práticas nefasta.
As tentativas de eleição de uma candidatura que representasse aos anseios da sociedade/ do povo, somente lograram êxito a partir das “alianças” políticas, que de alguma forma concentrava nas mãos dos oligarcas o poder central.  São os mesmos que agora tentam de maneira “benevolente” encontrar solução para os males dos brasileiros. São eles que conclamam a volta dos militares ao poder e quando não, pedem o processo de casacão (impeachimente) de um mandato eleito pela maioria do povo brasileiro e com isso questionam a Democracia.
Verdadeiramente a economia brasileira precisa mudar a sua estrutura/arquitetura, que durante muito tempo tem sido nociva à maioria dos brasileiros, a taxação de impostos sobre as grandes fortunas deve ser urgentemente colocada na ordem do dia para o debate público e adoção de providencias, no que se refere a sua execução.
Muito tem se apresentado de noticias e informações acerca de corrupção perpetrada por agentes públicos a serviço do governo, são informações que devem ser analisadas criticamente pelo povo brasileiro, ademais enquanto estiveram no poder estes mesmos donos dos grandes meios de comunicação, que representam osgrupos (pequenos grupos) abastados, concentradores das riquezas produzidas pela maioria que são os trabalhadores, homens e mulheres chefes de família, que estão cotidianamente nas trincheiras da luta diária pela manutenção de suas sobrevivências e de seus familiares, mais que de uma forma ou de outra acabam por reproduzir tais discursos prontos, de fácil digestão e aceitação por parte da sociedade.
Combater a corrupção também representa colocar no roll dos criminosos (cadeia) os envolvidos em desvios de verbas públicas ou facilitação para as ocorrências destas práticas criminosas. Tal conduta ainda deve ser rechaçada pelos cidadãos contribuintes, que por ora tem assistido passivamente descer pelo ralo o erário público, atrelado a isso a falta de investimentos em políticaspúblicas, concomitantemente uma rápida corrida para administrar à implantação de arrochos e ajustes fiscais. Bem comorepelir o show pirotécnico e midiático que tem escondido e maquiado a verdade sobre quem são os principais articuladores das operações investigadas pela DPF, que coloca na condescendência da indulgencia os delatores.
Claro que a defesa de um governo que corta na carne da classe trabalhadora e da sociedade em geral, não pode ser defendida cegamente por aqueles que o elegeu (trabalhadores, estudantes, sindicalistas e sociedade civil organizada), contudo, nos cabe fazer a critica permanente de tais ações e requerer a partir da mobilização social as mudanças necessárias, colocar o governo (do PT) no rumo para que fora eleito é tarefa árdua, que deve ser colocada na ordem do dia pelos povo brasileiro. As manobras da direita golpista estão evidenciadas nas práticas das casas legislativas, sobretudo na Câmara Federal representada pelo seu principal expoente representante direto da burguesia(PMDB/PSDB).
Ademais, é bom reforçar que a crise política não deve ser colocada na conta da classe trabalhadora, dos estudantes (...) deste país, não devemos pagar essa conta de forma alguma. A solução está na reforma agrária, na divisão de renda com responsabilidade, na reforma política, na obstrução do financiamento privado de campanha política partidária, no respeito às mulheres, aos negros, a união entre iguais (homossexuais), em dizer não à redução da maior idade penal e ao racismo. Bem como outras pautas colocadas a baila pela sociedade.
De maneira histórica estamos acostumados a ver aqueles que detêm o poder econômico, político e também das armas darem as cartas na geopolítica mundial ratificados pelas agendas das I e II Guerras Mundiais e seus reflexos como foi o caso da invasão e dilaceramento da Palestina pelo Imperialismo, a fim de se apossarem das riquezas minerais (petróleo). E ainda são responsáveis por acirrarem os ânimos entre os israelenses e o povo palestino na invasão e ocupação pelos primeiros em relação ao segundo.Tudo isso propositadamente colocando em curso o principal objetivo que é o lucro pela acumulação de riquezas.
Muito ainda há de acontecer nos bastidores desta que é sem dúvida umas das maiores crises enfrentada pela política brasileira, que coloca em jogo a Democracia e a soberania do país, sobretudo porque os oposicionistas transvestidos em pele de cordeiro tentam dar as cartas, as alianças políticas já perderam a validade, agora é cada um defendendo o seu quinhão, além do mais é hora da classe trabalhadora e da sociedade civil como um todo cobrar o que é seu por direito.
Abaixo a todas as formas de retirada de direitos, aos planos econômicos de cortes nos investimento para as políticas sociais (minha casas minha vida, educação...) etc.
O Brasil é soberano, a democracia é uma conquista da sociedade brasileira. Fora a corja espoliadora (...), a benevolência da oligarquia não nos serve mais.
________________________
*Antonio Claudio Silva é estudante do curso de Pedagogia da Universidade Federal da Bahia - UFBA, dirigente sindical CUTista e integra a direção regional do DIEESE/BA. Email: claudiosv10@yahoo.com.br





quarta-feira, 9 de setembro de 2015

O PROBLEMA DA MIGRAÇÃO PARA A EUROPA

O PROBLEMA DA MIGRAÇÃO PARA A EUROPA
Por: Antonio Cláudio Silva*
Se estivéssemos no limiar dos séculos XV a XVIII quando os europeus inclinavam-se, a “desbravar” os países da África para explorar as riquezas e os povos daquele continente, o discurso midiático com certeza seria o de maior repercussão possível, inclusive colocando os escravizadores como heróis, desbravadores, conquistadores de terras longínquas..., foi o que ocorreu com os portugueses (jesuítas...), holandeses dentre outros quando submeteram os povos indígenas e exploraram por um longo período o Brasil, que são reconhecidos historicamente (os livros didáticos imortalizam estes atores) por sua coragem de descobrir e povoarem terras tão inóspitas.
Utilizando-se da política do armamento bélico, os norte americanos incutiram, nos povos africanos a necessidade da disputa por armazenar um cada vez maior contingente de escravos (seu próprio povo) a fim de que estes pudessem garimpar diamantes e outras riquezas, e assim abastecer os mercados europeus, norte americanos e dos ingleses aumentando as suas riquezas através a base dos “diamantes de sangue.!”
A sociedade contemporânea tem assistido desde a primavera árabe uma retomada cada vez mais contundente, pelos povos onde as formas de fazer e construir política por muito tempo foram dadas através do autoritarismo, muitas destas mãos de ferro financiadas pelos E U A, a sinalização do estoque de armamento nuclear foi mero pretexto para invadir o Afeganistão e outros países do oriente médio (o petróleo foi o principal motivo), matando vários civis inocentes.
O mundo assistiu inerte a toda essa carnificina. Vez por outra a mídia “carcomida” noticiava exaltando a coragem, dos norte americanos em intervir na política alheia, propagando que o mundo estaria em perigo, se algo não fosse feito. Justificando deste modo o derramamento de sangue dos inocentes pelo mundo. Os europeus sem questionar mandaram também vasta mão de obra para continuar a matança de muitos civis e soldados de um lado e de outro.  
Neste momento estamos aplaudindo sem movimentos próprios, apáticos á tentativa daqueles que fogem das guerras internas a oportunidade de buscarem a sobrevivência em países que de uma forma e ou de outra ajudaram a construir, através de sangue e suor com a exploração de vossas mãos-de-obra escrava e a baixo custo, da morte dos seus entes queridos etc.
As cenas lamentáveis que estão sendo veiculados nos últimos dias necessitam de uma reflexão por parte do mundo, esse é o momento de dizer não a toda forma de exploração,  tratar os imigrantes como simples invasores não é a solução para o problemas, os países do Fundo Monetário Internacional – FMI precisam reparar o mal que foi feito, urgentemente!
A migração pode ser um sinal imprescindível para a mudança dos povos do planeta Terra. Que o fim do pré-conceito e da produção da raiva gratuita esteja próximo do fim.
Se juntos somos fortes unidos seremos inquebrantáveis.

________________________
*Estudante de Pedagogia da UFBA e ativista do movimento sindical.






domingo, 24 de maio de 2015

A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS REQUER OUTRA CONSIDERAÇÃO E ATENÇÃO ESPECIAL
Antonio Cláudio dos Santos Silva*

A educação de jovens e adultos – EJA mais uma vez está em debate, desta vez na esfera municipal, através do secretário de educação da cidade do Salvador [SMED], o motivo do debate desta vez é o número alarmante de evasão escolar, as fraudes cometidas pelas matriculas consideradas “fantasma” e a evasão de recurso com a utilização do cartão de meia passagem nos coletivos [destinada a estudantes, através do cartão de meia e o uso deste nos cinemas] a reportagem foi veiculada pelo jornal “correio da Bahia”, de 24/25/2015 cujo titulo da matéria é a seguinte: Escolas municipais de Salvador têm 6 mil alunos 'fantasmas'

A preocupação inicial da reportagem é de o secretario municipal Srº [...] informar os números referentes à perda com a arrecadação pelo município, que chega a R$ 20 milhões de reais. O secretario é taxativo em suas declarações afirmando que a evasão escolar é um prejuízo aos cofres públicos, o que há acordo na sociedade literalmente. Contudo não apresenta qualquer possibilidade de rever a estrutura física e, sobretudo política da escola no atendimento ao publico destinado a EJA, por conseguinte o atendimento dispensado pela rede é o mesmo que alcançado pelo publico infantil e jovem.

“... admite que o município, além de ter prejuízos, falha em sua missão de educar, ao não conseguir manter os alunos em sala de aula, e lamenta por ainda não ser possível impedir todas as irregularidades relacionadas ao EJA[Jornal Correio da Bahia, Educação,2015]

A resolução do problema não está em manter os sujeitos da EJA em sala de aula, a sala de aula seria o lugar a meu ver da troca de experiências, do fazer e refazer o pedagógico, segundo a professora [Oliveira] especialista em educação pela Uneb acredita ser necessária, outra compreensão por parte da escola aos alunos da EJA, a saber:

“Os estudantes nessas faixas etárias precisam de atenção individual. São pessoas que já se sentem incapacitadas diante daquilo que está sendo dito. A maioria tem família, precisa trabalhar, tem um acúmulo de atividades em casa, e acaba não conseguindo acompanhar. Isso leva a desistir”

Neste sentido alem de impulsionar um currículo educacional que proponha outra política de ensino, o professor é também responsável por esta mudança, sobretudo na perspectiva de aguçar o pensamento critico da sociedade atual, o porquê não tiveram acesso a educação na idade certa, alem da situação atual porque perpassa a educação brasileira. A infantilização da EJA é outra questão a ser levada em conta pelo poder publico, o que acaba contribuindo para que o sujeito da educação abandone a escola.

Outros programas poderiam ser vinculados a Educação de Jovens e Adultos já que esta modalidade de ensino não é apenas o processo de ler e escrever, ou seja, o aprendizado sistêmico. Mas também a preparação para o mercado de trabalho e a vida social e na perspectiva de uma melhor e potencial competitividade.

 

      ______________________________

*Graduando em Pedagogia pela Universidade Federal da Bahia – UFBA, VIII semestre; Dirigente Sindical filiado à CUT e Líder Comunitário.

 

Email: claudiosv10@yahoo.com.br

 

 

Fonte: http://www.correio24horas.com.br/detalhe/noticia/escolas-municipais-de-salvador-tem-6-mil-alunos-fantasmas/?cHash=b9e166780a98346e4992beede480e6ed

sábado, 23 de maio de 2015

UMA REFLEXÃO SOBRE A TRAGÉDIA QUE ASSOLA A CIDADE DO SALVADOR: O PAPEL DO PODER PÚBLICO E O ENFRENTAMENTO A SER FEITO PELO POVO.

UMA REFLEXÃO SOBRE A TRAGÉDIA QUE ASSOLA A CIDADE DO SALVADOR: O PAPEL DO PODER PÚBLICO E O ENFRENTAMENTO A SER FEITO PELO POVO.
Antonio Cláudio dos Santos Silva*
As fortes chuvas, deslizamentos de terra e falta de uma política responsável por parte do poder público vitimiza varias famílias moradoras de encostas da cidade do Salvador, mostram a realidade entre as duas cidades [os investimentos feitos pela prefeitura no bairro da Barra para melhorias... e o valor para o mesmo propósito destinado ao subúrbio ferroviário] dentro de uma mesma região geográfica, o que resulta na manutenção da discriminação das massas pobres, relegados de políticas, falta de investimentos dentre outras praticas nefastas perpetradas por aqueles que foram eleitos pelo povo desta mesma cidade.
As famílias desabrigadas e as mortes ocasionadas pelas chuvas que caem na cidade de Salvador desde o inicio de abril foram suficientes para mostrar onde realmente devem ser feitos investimentos na melhoria das condições de vida do povo desta cidade. Segundo a Prefeitura Municipal de Salvador, logo após a assunção do prefeito atual, o mesmo solicitou levantamento das áreas de risco, apresentou esses dados na imprensa como algo de extraordinário, com se nunca antes na historia deste país fossem feito coisa semelhante. A pergunta a ser feita é a seguinte:
a) o que foram feitos com esses dados resultados do levantamento?
b) Que tipo de investimentos fora feitos para se antepor aos acontecimentos alcançados pelas fortes chuvas que caem sobre a cidade?
c) O que está sendo feito para que novos desabamentos não ocorram e vitímizem pessoas? 0
Diante destes questionamentos poderemos talvez afirmar que esta seria uma tragédia anunciada? Onde estiveram à prefeitura, na pessoa do prefeito, e os vereadores que nas eleições costumam “visitar” as comunidades, a exemplo daquela do “barro branco”..., bem como outras comunidades desta cidade. A simples desculpa de que não há recursos para investimentos desta monta, ou seja, para construção de encostas, desapropriação de terras improdutivas na cidade para construção de casas [pois o déficit Habitacional é uma realidade histórica]. O enquadramento por parte da Prefeitura Municipal de Salvador, com a finalidade de cadastrar as residências e acertar o pagamento do IPTU que seria destinado em melhorias para a cidade foi pura “conversa fiada”? Onde foram investidos estes recursos?
 Bom, de certo não encontraremos respostas talvez de forma pacata. Pois seria cair no erro de entender estas ocorrências como caso fortuito.
A participação popular se faz, todavia a única forma de contraponto a política de exclusão e até podemos identificar isso como uma limpeza étnica e racial, o papel da mídia é de conveniência, pois tem mostrado o gestor municipal caminhando na lama que maltrata os soteropolitanos, que encobrem os seus corpos envoltos com os escombros dos barracos [casas desabadas], construídos a custo de suor e sangue literalmente, alias foi como os negros escravizados de África construíram esse Brasil, não obstante a Bahia quando aqui aportaram vitimados pelas condições do trabalho servil e penoso.
Voltando ao debate a que me proponho, onde estão as prefeituras bairros instituídas por esta administração? A propósito, uma grande monta de insumos foram investidos nestas estruturas espalhas por varias comunidades da cidade, pois onde o atual prefeito foi bem votado arranjou jeito de estabelecer relações outras [cabides...].
A resolução dos problemas que emergiram com a situação das chuvas é de extrema urgência, paralelo a isso a construção de moradias digna para alocar estas pessoas que perderam alem de suas casas, tiveram seus familiares soterradas, bem como parte de suas historias de vida.
A construção das propostas e discussão do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano - PDDU deve estar na ordem do dia e com participação mais do que nunca da população desta cidade, a maior interessada no processo, sob pena de as grandes construtoras arrebatarem todas as partes deste enorme “bolo”.
Por fim e não menos importante e sem o interesse de esgotar o debate e a apresentação das propostas de enfrentamento, considero neste momento que urge uma manifestação popular da sociedade brasileira [classe trabalhadora], pois alem do investimento por parte do [s] governo [s] em retirar direitos conquistados com suor, lagrima e sangue da classe trabalhadora, não obstante retiram o nosso direito mais essencial que é o direito a vida e da dignidade enquanto cidadãos constituídos de direitos e deveres.
__________________________

*Graduando no curso de Pedagogia da Universidade Federal da Bahia, VIII semestre; Dirigente Sindical e Líder Comunitário