domingo, 24 de maio de 2015

A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS REQUER OUTRA CONSIDERAÇÃO E ATENÇÃO ESPECIAL
Antonio Cláudio dos Santos Silva*

A educação de jovens e adultos – EJA mais uma vez está em debate, desta vez na esfera municipal, através do secretário de educação da cidade do Salvador [SMED], o motivo do debate desta vez é o número alarmante de evasão escolar, as fraudes cometidas pelas matriculas consideradas “fantasma” e a evasão de recurso com a utilização do cartão de meia passagem nos coletivos [destinada a estudantes, através do cartão de meia e o uso deste nos cinemas] a reportagem foi veiculada pelo jornal “correio da Bahia”, de 24/25/2015 cujo titulo da matéria é a seguinte: Escolas municipais de Salvador têm 6 mil alunos 'fantasmas'

A preocupação inicial da reportagem é de o secretario municipal Srº [...] informar os números referentes à perda com a arrecadação pelo município, que chega a R$ 20 milhões de reais. O secretario é taxativo em suas declarações afirmando que a evasão escolar é um prejuízo aos cofres públicos, o que há acordo na sociedade literalmente. Contudo não apresenta qualquer possibilidade de rever a estrutura física e, sobretudo política da escola no atendimento ao publico destinado a EJA, por conseguinte o atendimento dispensado pela rede é o mesmo que alcançado pelo publico infantil e jovem.

“... admite que o município, além de ter prejuízos, falha em sua missão de educar, ao não conseguir manter os alunos em sala de aula, e lamenta por ainda não ser possível impedir todas as irregularidades relacionadas ao EJA[Jornal Correio da Bahia, Educação,2015]

A resolução do problema não está em manter os sujeitos da EJA em sala de aula, a sala de aula seria o lugar a meu ver da troca de experiências, do fazer e refazer o pedagógico, segundo a professora [Oliveira] especialista em educação pela Uneb acredita ser necessária, outra compreensão por parte da escola aos alunos da EJA, a saber:

“Os estudantes nessas faixas etárias precisam de atenção individual. São pessoas que já se sentem incapacitadas diante daquilo que está sendo dito. A maioria tem família, precisa trabalhar, tem um acúmulo de atividades em casa, e acaba não conseguindo acompanhar. Isso leva a desistir”

Neste sentido alem de impulsionar um currículo educacional que proponha outra política de ensino, o professor é também responsável por esta mudança, sobretudo na perspectiva de aguçar o pensamento critico da sociedade atual, o porquê não tiveram acesso a educação na idade certa, alem da situação atual porque perpassa a educação brasileira. A infantilização da EJA é outra questão a ser levada em conta pelo poder publico, o que acaba contribuindo para que o sujeito da educação abandone a escola.

Outros programas poderiam ser vinculados a Educação de Jovens e Adultos já que esta modalidade de ensino não é apenas o processo de ler e escrever, ou seja, o aprendizado sistêmico. Mas também a preparação para o mercado de trabalho e a vida social e na perspectiva de uma melhor e potencial competitividade.

 

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*Graduando em Pedagogia pela Universidade Federal da Bahia – UFBA, VIII semestre; Dirigente Sindical filiado à CUT e Líder Comunitário.

 

Email: claudiosv10@yahoo.com.br

 

 

Fonte: http://www.correio24horas.com.br/detalhe/noticia/escolas-municipais-de-salvador-tem-6-mil-alunos-fantasmas/?cHash=b9e166780a98346e4992beede480e6ed

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