A
EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS REQUER OUTRA CONSIDERAÇÃO E ATENÇÃO ESPECIAL
Antonio
Cláudio dos Santos Silva*
A educação de jovens e adultos – EJA mais uma vez
está em debate, desta vez na esfera municipal, através do secretário de educação
da cidade do Salvador [SMED], o motivo do debate desta vez é o número alarmante
de evasão escolar, as fraudes cometidas pelas matriculas consideradas “fantasma”
e a evasão de recurso com a utilização do cartão de meia passagem nos coletivos
[destinada a estudantes, através do cartão de meia e o uso deste nos cinemas] a
reportagem foi veiculada pelo jornal “correio da Bahia”, de 24/25/2015 cujo
titulo da matéria é a seguinte: Escolas municipais de Salvador têm 6 mil alunos
'fantasmas'
A preocupação inicial da reportagem é de o secretario
municipal Srº [...] informar os números referentes à perda com a arrecadação pelo
município, que chega a R$ 20 milhões de reais. O secretario é taxativo em suas declarações
afirmando que a evasão escolar é um prejuízo aos cofres públicos, o que há acordo
na sociedade literalmente. Contudo não apresenta qualquer possibilidade de
rever a estrutura física e, sobretudo política da escola no atendimento ao
publico destinado a EJA, por conseguinte o atendimento dispensado pela rede é o
mesmo que alcançado pelo publico infantil e jovem.
“... admite que o município, além de ter prejuízos,
falha em sua missão de educar, ao não conseguir manter os alunos em sala de
aula, e lamenta por ainda não ser possível impedir todas as irregularidades
relacionadas ao EJA” [Jornal Correio da Bahia, Educação,2015]
A resolução do
problema não está em manter os sujeitos da EJA em sala de aula, a sala de aula
seria o lugar a meu ver da troca de experiências, do fazer e refazer o pedagógico,
segundo a professora [Oliveira] especialista em educação pela Uneb acredita ser
necessária, outra compreensão por parte da escola aos alunos da EJA, a saber:
“Os estudantes
nessas faixas etárias precisam de atenção individual. São pessoas que já se
sentem incapacitadas diante daquilo que está sendo dito. A maioria tem família,
precisa trabalhar, tem um acúmulo de atividades em casa, e acaba não
conseguindo acompanhar. Isso leva a desistir”
Neste sentido
alem de impulsionar um currículo educacional que proponha outra política de
ensino, o professor é também responsável por esta mudança, sobretudo na
perspectiva de aguçar o pensamento critico da sociedade atual, o porquê não tiveram
acesso a educação na idade certa, alem da situação atual porque perpassa a educação
brasileira. A infantilização da EJA é outra questão a ser levada em conta pelo
poder publico, o que acaba contribuindo para que o sujeito da educação abandone
a escola.
Outros programas
poderiam ser vinculados a Educação de Jovens e Adultos já que esta modalidade
de ensino não é apenas o processo de ler e escrever, ou seja, o aprendizado sistêmico.
Mas também a preparação para o mercado de trabalho e a vida social e na
perspectiva de uma melhor e potencial competitividade.
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*Graduando
em Pedagogia pela Universidade Federal da Bahia – UFBA, VIII semestre;
Dirigente Sindical filiado à CUT e Líder Comunitário.
Fonte:
http://www.correio24horas.com.br/detalhe/noticia/escolas-municipais-de-salvador-tem-6-mil-alunos-fantasmas/?cHash=b9e166780a98346e4992beede480e6ed
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