O PROBLEMA DA MIGRAÇÃO PARA A EUROPA
Por: Antonio Cláudio Silva*
Se estivéssemos no limiar dos séculos
XV a XVIII quando os europeus inclinavam-se, a “desbravar” os países da África
para explorar as riquezas e os povos daquele continente, o discurso midiático
com certeza seria o de maior repercussão possível, inclusive colocando os
escravizadores como heróis, desbravadores, conquistadores de terras
longínquas..., foi o que ocorreu com os portugueses (jesuítas...), holandeses
dentre outros quando submeteram os povos indígenas e exploraram por um longo
período o Brasil, que são reconhecidos historicamente (os livros didáticos
imortalizam estes atores) por sua coragem de descobrir e povoarem terras tão
inóspitas.
Utilizando-se da política do
armamento bélico, os norte americanos incutiram, nos povos africanos a
necessidade da disputa por armazenar um cada vez maior contingente de escravos (seu
próprio povo) a fim de que estes pudessem garimpar diamantes e outras riquezas,
e assim abastecer os mercados europeus, norte americanos e dos ingleses
aumentando as suas riquezas através a base dos “diamantes de sangue.!”
A sociedade contemporânea tem
assistido desde a primavera árabe uma retomada cada vez mais contundente, pelos
povos onde as formas de fazer e construir política por muito tempo foram dadas
através do autoritarismo, muitas destas mãos de ferro financiadas pelos E U A,
a sinalização do estoque de armamento nuclear foi mero pretexto para invadir o
Afeganistão e outros países do oriente médio (o petróleo foi o principal
motivo), matando vários civis inocentes.
O mundo assistiu inerte a toda essa
carnificina. Vez por outra a mídia “carcomida” noticiava exaltando a coragem,
dos norte americanos em intervir na política alheia, propagando que o mundo
estaria em perigo, se algo não fosse feito. Justificando deste modo o
derramamento de sangue dos inocentes pelo mundo. Os europeus sem questionar
mandaram também vasta mão de obra para continuar a matança de muitos civis e
soldados de um lado e de outro.
Neste momento estamos aplaudindo sem
movimentos próprios, apáticos á tentativa daqueles que fogem das guerras internas
a oportunidade de buscarem a sobrevivência em países que de uma forma e ou de
outra ajudaram a construir, através de sangue e suor com a exploração de vossas
mãos-de-obra escrava e a baixo custo, da morte dos seus entes queridos etc.
As cenas lamentáveis que estão sendo
veiculados nos últimos dias necessitam de uma reflexão por parte do mundo, esse
é o momento de dizer não a toda forma de exploração, tratar os imigrantes como simples invasores
não é a solução para o problemas, os países do Fundo Monetário Internacional – FMI precisam reparar o mal que foi
feito, urgentemente!
A migração pode ser um sinal
imprescindível para a mudança dos povos do planeta Terra. Que o fim do
pré-conceito e da produção da raiva gratuita esteja próximo do fim.
Se juntos somos fortes unidos seremos
inquebrantáveis.
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*Estudante de
Pedagogia da UFBA e ativista do movimento sindical.
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